♥ Precipitação dá nisso!rs... ♥




O dia amanhecera frio, mas via-se que logo o sol iria brilhar.

Rosa estava com mais folga em seus horários e, enquanto o pão que fizera, assava e crescia no forno, resolve aproveitar o dia para visitar a mãe e combinou ainda,  um almoço com a irmã.

Foi um corre corre para chegar ao trem. Senta-se, esbaforida, no único banco disponível.

Quieta estava quando ouve seu parceiro de banco, ao telefone:

"_ Num vô pudê passá aí! Tô enroscado aqui, guria!"

Desliga.

Passa um tempinho, enquanto espera, ele faz a sensacional faxina no nariz.

Rosa com nojo, pensa em levantar, porém suas pernas machucadas reclamam.

Logo, ele atende o telefone e fica em silêncio, apenas ouvindo, até que diz simplesmente:

_" Intão tá! Terminemu,tá?"

E volta à quela "doce" faxina, com suas unhas parecendo um Zé do Caixão...

Rosa fica imaginando o quanto era fácil para aquele homem terminar um relacionamento e sente até pena da mulher do outro lado da linha, que acabara de ouvir aquilo.

Voa na imaginação e enquanto ela voava, ouve mais uma vez, o celular tocar.
Ele atende e diz:

"_ Já te disse guria, acabei de falar agora há pouco tempo!


Avisa teu chefe que não posso passar aí terminar aquela obra nova , pois tô todo enrolado. Mas não esquece de avisar, não sei se ele entendeu, que  a véia, já teminemu!"

Nessa hora, Rosa viu o quanto se enganara ao fazer julgamentos precipitados, baseados em retalhos de conversas dos outros.

Pensa consigo:
_ Isso é o que dá ter esquecido a caderneta para escrever no trem!

Falta do que fazer deu nisso!!!É fooooooooooooooogo!


De repente, pensa na sua caderneta e lembra novamente:
_ Mas tenho certeza, a peguei! Se não está na bolsa, onde a deixei?

Lembra do que fez antes de sair:
_Fui olhar o pão, desligar o forno...

_Será que ela está lá?

_Será que na pressa  a coloquei no forno?

Bom, agora, AZAR!

Mas, será que desliguei o forno? Pensa, enquanto gela até a alma...

E a pulguinha da dúvida  fica a incomodar, martelar.

Resolve então descer na próxima estação e voltar para casa.

Lá, tudo perfeito!

 Porém acabara seu tempo livre...

AH! A caderneta? Estava na mesinha, perto de onde costuma deixar sua bolsa. Tudo achado, encontrado, nos seus devidos lugares.

Ainda bem, pensa Rosa!

E  visita à mãe na clínica? O almoço para rever a irmã?
Tudo remarcado sine-die!

Rosa agora, estava cansada demais para pensar nisso!