* Ao encontro do desencontro...




Suzi estava feliz...
O dia tão esperado enfim chegara...
Era sua formatura e Jonas , que estava longe dali há dois anos,havia prometido naquele dia aparecer ...
Haviam  combinado que após a festa , fariam a sua, bem particular,só os dois.
Havia tanto a falar e recuperar...

A formatura foi linda e no anfiteatro os olhos de Jane procuravam entre a multidão os de Jonas...
Era o que mais queria ver...Mas não os via  ...Sabia que não o veria ali, pois sua família não via com bons olhos aquela relação.

Ao final da festa, despediu-se dos familiares ,  pega seu carro e segue por uma estrada de chão batido, no interior da cidade,para aquela velha chácara, local de tantos e tantos encontros...

Desce do carro, segue caminhando e relembrando a última vez...
Naquele dia ele parecia nervoso,muito estranho e depois do amor lhe comunicou que precisava ir embora da cidade e pediu que ela não lhe pedisse explicações, o que a havia deixado muito triste.

Enquanto se aproximava da cabana, vê seu  Pedro que sem sono, estava sentado na varanda com seu palheiro. Era o caseiro dali.

Ao vê-la lhe disse:

-Ele a espera!E eu, já estou indo para minha casinha...

_Os batimentos de seu coração dispararam e ansiosa, entra na casa.

Lá,sentado em uma cadeira, estava Jonas...
Quieto, barba por fazer,parecia uns dez anos mais velho do que sua idade real.

- Cumpri minha promessa,Jane, disse ele ao vê-la se aproximar...

Mas aquele nada tinha a ver com o Jonas que esperara. Era completamente outra pessoa.

_ O que houve,Jonas? Estás tão distante, tão diferente!
-Chega mais perto de mim,Jane! Preciso te dizer algo...

Ela se aproxima, pega a mão dele e quando  iniciam a conversa, entram abruptamente na sala dois policiais...

Sem que ele pudesse dizer mais nada o algemam e levam e ela então,fica sabendo o motivo de seu afastamento desde aquela época. Era criminoso, condenado por homicídio e fugira para cumprir sua promessa.

-Ele olha pra trás e pergunta:

-Jane,te amo, podes me esperar?Faltam doze anos de minha pena.

Ela não responde, o vê sair, retorna para o carro, chorando , mas decidida.

_Não o esperaria mais.Ela não poderia ser condenada como ele a uma pena, a dela imposta pelo amor.
Haveria de encontrar outra pessoa...Certamente  se libertaria ...

Agora, com seu diploma de advogada, o ajudaria no que fosse possível, porém sabia que seus pais estavam certos desde sempre...Mas havia tempo para ela reparar o tempo perdido, pois viu que seu amor não era realmente tão forte a ponto de superar esse obstáculo...