♥ Cultivando a magia... E uma PAUSA da Chica...♥



Edição conto/história do Bloinquês

Tema: Eles(as) descobririam aquela mentira em poucos dias.


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Estávamos , como agora, na época  de Páscoa e  lá na casa de sua filha, vovó Giulia   contava para o neto Pedro, de quatro anos.
Um pouco mais distante, brincando com seus carrinhos, estava Julinho, de cinco anos.

Pedro ouvia atentamente, olhinhos vibrantes como sempre ficava e Julinho  ouvia, mas fazia não ouvir. Estava mais interessado em brincar.

Vovó Giulia continuava:

Então, nossa casa era preparada, colocávamos cestinhos com macela(*) dentro e sentíamos um cheirinho delicioso. Era cheiro de Páscoa.

Quando isso estava preparado, casa limpinha, ouvíamos um toc, toc, toc  . Batiam à porta, fala ela.

Fui abrir e sabem quer era?

_ Era o  Coelhinho que, já cansado, vinha carregado de pincéis, tintas , ovos de galinha e outros de chocolate.

Apenas entrava, me pedia para o levar até a cozinha e lá, ficávamos horas conversando e eu o ajudando.

Ele pintava ovinhos de galinha cozidos, colocava decalques(*) em cada um deles ou então fazia bolinhas de tintas coloridas e misturadas, em suas cascas.

Eram lindos!

Depois ele me perguntava como todas as crianças tinham se comportado e assim, ia, com minha ajuda, colocando os ovos no cesto para cada um.

Misturava alguns de chocolates e coelhinhos também.

Depois disso, passava sua patinha pela farinha e deixava as marcas no chão , da sala até a cozinha e dela até a porta de saída. E , na maçaneta dela, deixava o pano sujo das tintas coloridas  que havia usado para pintar os ovos.

Tão logo ele saía de nossa casa, as crianças, que eram quatro, vinham correndo ver ... Viam apenas as patinhas e o pano na porta e era uma festa.

Significava que o ninha já estava garantido. Porém ainda escondido e só no dia seguinte, no domingo de Páscoa, ao acordarem iriam procurar os ninhos.


À essa altura, Pedro e Julio já estavam juntinhos de mim, olhos mais luminosos ainda..

Escutavam atentamente e depois, iriam dormir para no dia seguinte acordar e ter seu domingo de Páscoa sonhado.

 Quando tudo está assim calmo, num ambiente de harmonia e paz, eles já de pijaminha deitados, vovó Giulia ria sozinha...

Recordava os bons tempos, onde a inocência imperava e se sentia feliz.

Agora vendo o brilho dos olhos dos netos, que nunca tinham vivido essas emoções, vê que ela até pode ter errado com seus filhos.

 "Mentiu" tantos e tantos anos nessa época para eles.
E agora estava tentando fazer isso com os netos...

Porém, ela sabia que eles descobririam aquela mentira em poucos dias... Não duraria muito! Eram espertos demais!

E achava, aliás, estava convicta, que era uma mentirinha muito do bem, servia par alimentar a magia, a imaginação daqueles seres a que tanto amava...


E assim, naquela Páscoa, ela sentiu um outro gostinho...

Estava novamente mais animada!

A magia estaria no ar e Páscoa, além de todo o  lado religioso, teria a imaginação e alegria de dois menininhos, que, como seus filhos, cresceriam... Mas não seria mais a Páscoa dos ovos do supermercado, das escolhas dos ovos pelos presentes no seu recheio...

Seria uma Páscoa mais mágica, com encanto e sempre o  renascimento...

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(*) macela: chá colhido na sexta-feira santa, pela madrugada.Tradição sulina.Linda!






(*) decalques: adesivos que deviam ser colocados na água , onde lá, se soltavam as imagem que eram transferidas para o objeto, no caso aqui, os ovos cozidos e pintados, bem coloridos.















Aproveito para desejar uma linda e FELIZ  PÁSCOA para todos  que aqui passarem e faço uma pausa para  me preparar as coisas por aqui para a chegada do filho e neto da Inglaterra. Assim, só quando der, visitarei a todos...

Volto após dia 16 de abril!

beijos,chica


* Barrinhas usadas no texto ,DAQUI